Inicio Sobre Coordenação Cadastre Artigos Notícias Fotos Mural   Contato
Pesquisa
Menu principal
Entrar
WebMail
Email:
Senha:


Confira nossos anúncios!Sempre o melhor para você:



(1) 2 3 4 ... 400 »
Ambiente em Foco : Estudo mostra que golfinhos reproduzem sons enquanto repousam
Enviado por Délcio Rocha em 31/1/2012 18:20:24 (3 leituras)

Um estudo elaborado pelo Centro Nacional francês de Pesquisas Científicas (CNRS), divulgado nesta terça-feira, revela que os sons que os golfinhos emitem durante a noite poderiam estar sendo produzidos durante o sonho e também reproduzindo o que foi escutado durante o dia, um fato que abre novas dúvidas sobre as faculdades intelectuais desses mamíferos.
Segundo o estudo, os golfinhos, reconhecidos por serem capaz de imitar os sons captados ao seu entorno, também são capazes de recordar esses mesmos ruídos e reproduzi-los posteriormente, em suas fases de repouso.
O estudo começou a ser desenvolvido depois que os pesquisadores observaram que alguns golfinhos de cativeiro emitiam durante a noite os mesmos sons que as baleias faziam em suas apresentações realizadas durante o dia.
Para os responsáveis pelo estudo, realizado pelo Grupo de Investigação de Etologia Animal e Humana, o surpreendente é que os golfinhos nunca emitiam estes sons durante suas atividades, somente de noite. Além de estarem sonhando, esses mamíferos poderiam estar "ensaiando suas próximas funções".
Os especialistas acrescentam que as apresentações ao público são fonte de fortes emoções para os golfinhos de cativeiro, já que eles aguardam os aplausos e as outras recompensas com os quais são acariciados.
Com a apuração deste fato, os especialistas podem considerar que "os golfinhos revivem durante a noite as emissões vogais que associam aos mesmos, assim como os humanos emitem todo tipo de sons enquanto sonham".
Desenvolvido ao longo de sete meses, entre 2008 e 2009, o estudo foi realizado em um parque de animais francês, com pesquisadores procedentes da Universidade de Rennes e do CNRS, e suas conclusões estão publicadas na revista "Frontiers in psychology".

Fonte: Portal Terra

Comentar?
Ambiente em Foco : Presença de animais em circos e zoológicos gera discussão
Enviado por Délcio Rocha em 31/1/2012 18:15:19 (7 leituras)

O Santuário de Grandes Primatas, em Sorocaba (SP), tem, entre seus 300 animais, alguns que vieram doentes de zoológicos. Muitas entidades que defendem animais consideram que a vida de bichos nos zoos não é adequada, por estarem presos e expostos aos visitantes.

Mas há também quem defenda que os zoológicos são importantes para desenvolver nas pessoas amor pelos animais e o trabalho com pesquisas.

Além do santuário, a cidade de Sorocaba tem um zoológico, que surgiu em 1916 de maneira improvisada. O chamado Jardim dos Bichos funcionou até 1930 e era uma espécie de "depósito", para onde eram levados os animais encontrados na região.

A prefeitura comprou uma chácara e construiu o Parque Zoológico Municipal Quinzinho de Barros, inaugurado em 1968. Lá, segundo a administração, os animais são expostos com cuidados - os macacos, por exemplo, ficam em uma ilha, longe dos visitantes.Há também educação ambiental e pesquisas.

Em 2004, depois da reforma, os animais ganharam novos recintos, projetados com técnicas e materiais modernos. Por exemplo, as telas são cinza, para não fazer reflexo.

Para Adalto Nunes, administrador do parque, nos zoológicos, os animais "são como embaixadores da natureza".

Para ele, sua função é educativa: "Não é uma vitrine de bichos. As pessoas vêm pelo lazer, e a gente quer que elas venham, mas espera que saiam com a nossa mensagem". O veterinário acredita que os zoos ajudem a desenvolver amor e respeito pelos animais.

CIRCO NÃO PODE

A apresentação de animais em espetáculos de circo, que já foi muito comum, é proibida no Estado de São Paulo desde 2005. Mas ainda não há lei que proíba essa prática em todo o país.

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, é favorável à criação da lei. "É intolerável. Sou contrária ao uso de animais nos circos." Há um grupo formado por representantes dos ministérios do Meio Ambiente e da Cultura discutindo o assunto, e eles vão se reunir em fevereiro.

Além disso, há um projeto de lei para ser votado. Mas, enquanto isso não acontece, nove Estados e mais de 50 municípios já adotaram leis locais que proíbem circos de usar animais.

Fonte: Folha.com

Comentar?
Nacional : Projeto cria fundo para defesa de animais silvestres e domésticos
Enviado por Délcio Rocha em 31/1/2012 18:12:35 (9 leituras)

Em análise na Câmara, o Projeto de Lei 2883/11 cria o Fundo Nacional de Defesa Animal, para financiar programas de proteção de animais silvestres e domésticos. Pela proposta, do deputado Ricardo Izar (PSD-SP), as pessoas jurídicas que doarem recursos ao fundo poderão descontar o valor do Imposto de Renda.

A legislação atual já permite a dedução de contribuições a dois tipos de fundos: os controlados por conselhos dos direitos da criança e do adolescente, e do idoso. A proposta inclui o fundo de defesa animal na lei, mas mantém o limite de desconto de 1% do Imposto de Renda devido.

Com isso, o deputado afirma que o novo instrumento não vai gerar nenhuma perda arrecadatória. “A proposta somente acrescenta o Fundo Nacional da Defesa Animal como mais uma opção de destinação dos recursos”, ressalta.

O projeto estabelece ainda que os recursos serão aplicados por órgãos públicos federais, estaduais ou municipais, e por entidades privadas sem fins lucrativos. Izar afirma que o fundo financiará atividades como castração e campanhas de conscientização da população.

Tramitação

O projeto será analisado em caráter conclusivo pelas comissões de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Fonte: Agência Câmara

Comentar?
Comportamento animal : Proliferação de cobras nos EUA afeta população de mamíferos, diz estudo
Enviado por Délcio Rocha em 31/1/2012 17:05:18 (6 leituras)

Levantamento realizado por cientistas dos Estados Unidos afirma que a invasão de cobras píton-birmanesas no sul da Flórida tem contribuído para o desaparecimento de pequenos mamíferos na região, antes detectados com maior frequência em estudos feitos nas estradas que cortam o Parque Nacional Everglades.

A pesquisa publicada nesta segunda-feira (30) na revista científica da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos, a “PNAS”, analisou uma área de 56,9 mil km de rodovias entre 2003 e 2011 e comparou com dados anteriores a este período.

As informações apontaram uma redução de 99,3% na frequência de observação do guaxinim, além de queda no número de visualizações do gambá e do lince-pardo.

Os dados revelaram ainda que estas espécies de mamíferos são mais comuns em áreas onde as pítons foram descobertas recentemente, sendo que são mais abundantes fora da faixa onde estão essas cobras, cuja espécie é proveniente da Ásia.

Efeito na biodiversidade – O artigo científico diz que ainda não é possível saber quais serão os efeitos do declínio de mamíferos sobre o ecossistema, mas trabalha com a hipótese de alterações na cadeia alimentar. Os resultados sugerem que as grandes serpentes, que atuam como predadores, podem exercer pressão na alimentação das populações vertebradas.

Recentemente, o governo dos Estados Unidos proibiu a importação de quatro espécies diferentes de cobra, entre elas a píton-da-Birmânia.

A lei proíbe formalmente a importação e o transporte entre estados desta espécie, além da píton-do-norte-da-áfrica, da píton-do-sul-da-áfrica e da anaconda-amarela. Segundo o Serviço de Pesca e Vida Selvagem (FWS, na sigla em inglês), a nova norma entra em vigor dentro de dois meses.

O FWS disse ainda que os milhões de dólares já gastos pelos EUA no pântano Everglades são “uma quantidade muito menor que a necessária para combater seu desaparecimento”. O país ainda considera enquadrar outras cinco espécies de cobra na proibição.



Fonte: Globo Natureza

Comentar?
Comportamento animal : Cientistas descobrem que pássaro usa o olfato
Enviado por Délcio Rocha em 31/1/2012 17:02:51 (6 leituras)

Por muito tempo pensou-se que pássaros canoros não usavam o olfato. Isso porque um estudo de 1968 havia descoberto que seus bulbos olfativos são menores que os de outros tipos de pássaros.

Mas um novo estudo relata que filhotes de diamante mandarim já emplumados são capazes de reconhecer seus parentes através do cheiro.

Embora a região olfativa do cérebro dos mandarins seja “pequena, parece funcionar”, segundo E. Tobias Krause, biólogo da Universidade de Bielefeld na Alemanha e um dos autores do estudo.

Krause e seus colegas relataram seu achado na revista Biology Letters.

Depois que os mandarins chocaram seus ovos, os pesquisadores transferiram seus filhotes para ninhadas diferentes, longe dos pais.

Com vinte a vinte e três dias de idade, foram apresentadas a cada pássaro amostras do ninho onde foram chocados e do ninho onde foram acolhidos. Os pássaros indicaram sua preferência em entrar ou empoleirar-se em frente à caixa artificial que produzia o odor mais apelativo.

“Eles escolheram o ninho de seus pais genéticos”, diz Krause.

Os pássaros podem estar recorrendo ao cheiro para detectar parentes e evitar cruzamento consanguíneo, segundo Krause.

“Nossos resultados se restringem aos mandarins, mas é muito provável que outros pássaros canoros e outros pássaros em geral tenham essa habilidade de reconhecer sua linhagem”, diz ele.

Pesquisas futuras poderão ajudar a determinar se a habilidade dos mandarins de detectar o odor de seus parentes é inata ou aprendida. Qualquer que seja o caso, Krause diz que “essa capacidade de reconhecer parentes é baseada em estímulos”.


Fonte: Portal iG

Comentar?
Ciência e Tecnologia : Estudos sobre animais saem dos laboratórios e entram nas ciências humanas
Enviado por Délcio Rocha em 31/1/2012 17:00:43 (12 leituras)

Nas universidades, houve uma época em que os animais pertenciam à esfera da ciência. Ratos corriam por labirintos nos laboratórios de Psicologia; vacas mugiam nos celeiros da Veterinária; macacos se agitavam nas gaiolas dos departamentos de Neurociência. Além disso, nas mesas de dissecação dos alunos de graduação, rãs preservadas se mantinham em um silêncio sepulcral.

Do outro lado do campus, nas salas de reuniões e salas de aula de Artes Liberais e Ciências Sociais, onde nunca se serve ração de macaco e todos os labirintos são feitos de palavras, a atenção dos estudiosos estava firmemente fixada nos seres humanos.

Isso mudou.

Neste semestre, os calouros de Harvard poderão cursar uma disciplina intitulada “Humanos, animais e ciborgues”. No ano passado, Dartmouth ofereceu o curso “Animais e mulheres na literatura ocidental: potrancas, vacas e víboras”. A Universidade de Nova York disponibiliza a disciplina “Animais, pessoas e seres intermediários”.

Os cursos são parte do campo crescente, mas ainda indefinido, dos Estudos Animais. Até agora, de acordo com Marc Bekoff, professor emérito de Ecologia e Biologia Evolutiva da Universidade do Colorado, a área inclui “qualquer coisa que tenha a ver com a maneira como seres humanos e animais interagem”. Arte, Literatura, Sociologia, Antropologia, Cinema, Filosofia, Teatro, Religião — há animais em todas elas.

O campo, em parte, baseia-se em uma longa história de investigação científica que tem obscurecido a distinção outrora nítida entre seres humanos e outros animais. Já se mostrou que outras espécies têm aspectos linguísticos, utilizam ferramentas e possuem até mesmo fundamentos morais. Ele também deriva de uma área chamada de Estudos Culturais, a partir da qual a academia, ao longo dos anos, voltou sua atenção para seres humanos ignorados e marginalizados.

Agora, alguns estudiosos perguntam: por que parar por aí? Por que reverenciar a fronteira incerta que separa uma espécie de todas as outras? São tempos que pedem por uma direção de palco shakespeariana: abrir mão das humanidades sendo perseguido por um urso? Ainda não, embora alguns estudiosos tenham sugerido que chegou a hora de avançarmos em direção às pós-humanidades.

O Instituto dos Animais e da Sociedade, que tem apenas seis anos de idade, lista mais de 100 cursos em faculdades e universidades dos EUA que pertencem à ampla bandeira dos Estudos Animais. Enquanto institutos, séries de livros e conferências proliferam, surgem programas acadêmicos formais.

A Universidade Wesleyan, juntamente com o Instituto dos Animais e da Sociedade, iniciou um programa de bolsas de verão neste ano. Um programa da Universidade Estadual de Michigan permite que alunos de Mestrado e Doutorado de diferentes áreas concentrem suas pesquisas no campo dos Estudos Animais. Pelo menos duas instituições oferecem cursos de graduação na área. E no semestre passado, a Universidade de Nova York deu início a um programa de Estudos Animais, permitindo que seus alunos cursem disciplinas da área no começo da graduação.

Dale Jamieson, diretor desse programa, disse que as atividades ligadas aos Estudos Animais tinham sido “um tanto rudimentares” até agora, mas que espera que a Universidade de Nova York ajude a “tornar o campo mais coeso e rigoroso academicamente”.

Obviamente, os estudiosos nunca ignoraram os animais. Pensadores e escritores de todas as épocas se confrontaram com o que separa os humanos dos outros animais e com o modo como devemos tratar nossos primos distantes e não tão distantes. Essa atual explosão de interesse pelo assunto é nova, no entanto, e os estudiosos reconhecem que há várias razões para o crescimento do campo.

Kari Weil, professora de Filosofia da Universidade Wesleyan cujo livro “Thinking Animals: Why Animal Studies Now?” (“Pensar os animais: o porquê dos Estudos Animais hoje”, em tradução livre) será publicado neste primeiro semestre, disse que as ciências comportamental e ambiental pavimentaram o caminho para dar aos humanos “a noção de que somos uma espécie entre outras espécies” — que nós, como outros animais, estamos “sujeitos às forças da natureza”.

Pense no efeito que a pesquisadora Jane Goodall provocou quando mostrou ao mundo, pela primeira vez, o lado social e emocional dos chimpanzés, o que fez com que se tornasse quase impossível mantê-los do outro lado do divisor entre homens e animais. Ou assista ao popular vídeo do YouTube em que uma espécie de corvo da Nova Caledônia entorta um arame para fazer dele uma ferramenta com a qual pesca comida de um recipiente, e se pergunte que idade uma criança teria que ter para ser capaz de resolver esse problema.

A influência mais direta pode ter vindo da Filosofia. O livro “Animal Liberation” (“Libertação Animal”, 1975), de Peter Singer, foi um marco na discussão contra matar, comer e fazer experimentos científicos com animais. Ele questionou como os humanos conseguiam deixar os animais à parte de uma apreciação moral, como eles conseguiam justificar causar dor aos animais.

Lori Gruen, chefe do departamento de Filosofia da Universidade Wesleyan e coordenadora do programa de bolsas de verão em Estudos Animais da instituição, disse que uma das principais questões da Filosofia é “a quem devemos direcionar nosso interesse moral?”. Trinta anos atrás, os animais estavam à margem das discussões filosóficas sobre ética. “Agora, a questão animal está no centro das discussões sobre ética.”

E é de interesse público.

Jane Desmond, da Universidade de Illinois, antropóloga cultural que organizou uma série de palestras sobre animais na instituição, diz que o que se passa na arena pública, além do que ocorre na universidade, tem tido um papel em fomentar uma nova atenção voltada aos animais. Existem preocupações sobre a segurança da cadeia alimentar, além de livros populares sobre a recusa a matar e se alimentar de animais.

O hábito de se alimentar de animais é um assunto de interesse acadêmico importante, disse Gruen. “Dado que o momento em que a maioria das pessoas interage com os animais é quando eles estão mortos e são comidos, essa é uma questão bastante relevante”, acrescentou.

Os animais com os quais os seres humanos moram e pelos quais sentem amor também são um assunto importante.

Outra linhagem filosófica, exemplificada pelo escritor francês Jacques Derrida, tem exercido uma influência forte sobre os Estudos Animais. Ele considerou o modo como pensamos nos animais e por que nos distanciamos deles. Sua escrita é quase impossível de resumir em citações, uma vez que gira constantemente em torno de si mesma, ganhando intensidade à medida que ele brinca com a própria linguagem que utiliza para escrever sobre o que está tentando entender. Sua abordagem tem sido adaptada em uma profusão de trabalhos acadêmicos.

No livro “O animal que logo sou”, por exemplo, ele discute longamente não só o que pensa do seu gato, mas o que o seu gato pensa dele. Em uma frase – e pensamento – bastante simples para os seus padrões, ele escreve sobre o felino: “Um animal olha para mim. O que devo pensar dessa frase?”.

O que os animais pensam – na verdade, o que eles têm a dizer – é algo que os estudiosos agora levam muito a sério, reconhecendo, claro, que tal abordagem tem limites. Como disse Weil, referindo-se ao abismo entre animais e pessoas antes marginalizadas (os “outros”), como as mulheres ou afro-americanos, “ao contrário dos outros, esses outros não têm como responder, seja com a voz ou por meio da escrita, em uma linguagem reconhecida pela academia”.

A academia, ao que parece, reconhece e compreende Derrida e, às vezes, adere a sua palavra. Consideremos, por exemplo, o artigo “Animal, vegetal e mineral: a ética como extensão ou devir? O caso do devir-planta”, publicado em uma edição recente do periódico The Journal for Critical Animal Studies.

Outras publicações são bastante acessíveis. Os argumentos morais a respeito do ato de se alimentar de animais são claros. E há textos cuja leitura poderia beneficiar qualquer cidadão metropolitano, como “Como os pombos se tornaram ratos: a lógica cultural-espacial dos animais problemáticos”.

A grande variedade de temas, métodos, interesses e pressupostos dos Estudos Animais levanta perguntas a respeito de como a coesão da área se sustenta. Faculdades de Direito, por exemplo, oferecem rotineiramente disciplinas sobre animais e Direito. Faculdades de Veterinária disponibilizam cursos sobre a conexão humana com os animais. Também como parte dos Estudos Animais, algumas pessoas fazem cursos sobre como realizar terapias com animais.

Essa variedade não reduz nem um pouco a energia ou a importância do que está acontecendo, mas ao menos algumas das pessoas que trabalham com temas que podem ser incluídos na esfera dos Estudos Animais, como Jamieson, da Universidade de Nova York, e Desmond, de Illinois, acreditam que essa efervescência acadêmica ainda tem um longo caminho a percorrer antes que os Estudos Animais se tornem um campo acadêmico de contornos nítidos.

Desmond diz que tais estudos ainda “não constituem um campo”. Eles consistem, segundo a professora, em “uma comunidade acadêmica emergente”.

Algo que não falta para tal comunidade seguir adiante é energia.


Fonte: Portal iG

Comentar?
Vida e Ambiente : Espécie de aranha saltadora enxerga desfocado antes de pular
Enviado por Délcio Rocha em 31/1/2012 17:00:00 (4 leituras)

Para saber que distância deve pular, a aranha saltadora (Hasarius adansoni) usa um sistema que era conhecido, até então, apenas em humanos. A “técnica”, que consiste em comparar uma versão da imagem desfocada com outra bem focada, foi descoberta por pesquisadores japoneses e descrita nesta quinta-feira (26) no periódico científico Science. As aranhas saltadoras não produzem teias para capturar suas presas e os saltos precisos são determinantes para o sucesso da caça.

De acordo com os pesquisadores, o mais surpreendente, no entanto, não é só a “técnica” usada, mas também a forma como a espécie de inseto faz isto. A equipe de pesquisadores analisou as quatro camadas da retina do olho principal da aranha saltadora – ela tem quatro pares de olhos, sendo que só o principal olha para frente. Ao descobrir que a segunda camada da retina (L2) não focava verde, eles concluíram que qualquer tipo de luz que contivesse verde (inclusive a luz do dia) fazia com que partes do olho recebessem imagens focadas e outras desfocadas.

A partir destes dados, os pesquisadores levantaram a hipótese de que era esta característica que permitia às aranhas calcular a distância. Eles então, colocaram os insetos sob diferentes cores de luz. As aranhas que foram banhadas por luz verde fizeram pulos precisos enquanto que as que estavam embaixo de luz vermelha quase sempre davam saltos mais curtos do que o que deveriam.

“Ficamos muito surpresos com os resultados do estudo. Primeiro com a existência de um pigmento sensível ao verde na camada L2, pois a cor azul é que é focada em L2. Isto significa que a L2 sempre enxerga desfocado, pois o verde está sempre fora de foco nela. E, em geral, para formar uma imagem é importante obtê-la focada. Esta descoberta foi surpreendente e estranha. Agora descobrir que as aranhas saltadoras usam este fator negativo para medir a distância”, explicaram ao iG Akihisa Terakita e Mitsumasa Koyanagi, dois dos autores da pesquisa, ambos da Universidade da Cidade de Osaka no Japão.

O trabalho foi o primeiro a mostrar o uso e a existência desta característica em animais. “Acreditamos que outras espécies de aranhas saltadoras também usam o mesmo sistema de desfocar imagens, pois as saltadoras geralmente tem a mesma estrutura na retina, o que permite esta habilidade. Porém, esta estrutura é única de aranhas saltadoras, portanto atualmente acreditamos que não há outros animais que usem o mesmo sistema para medir distância”, afirmaram Terakita e Koyanagi.


Fonte: Alessandro Greco/ Portal iG

Comentar?
Aquáticos : Tanque de peixe-boi no Inpa (AM) reabilita, preserva e reintroduz espécie
Enviado por Délcio Rocha em 31/1/2012 16:57:53 (2 leituras)

O tanque de peixe-boi do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) abriga, atualmente, cerca de 50 exemplares da espécie. O local é ponto de visitação de turistas, em Manaus, e também espaço onde eles passam por reabilitação. Três adultos estão em processo de reintrodução ao meio ambiente.

“Recebemos todos os anos, cerca de dez filhotes órfãos de peixes-bois, de instituições como o Ibama, o Batalhão Ambiental da Polícia Militar e da Secretaria de Meio Ambiente”, afirmou o diretor da Associação Amigos do Peixe-Boi (Ampa), Jone Cesar Fernandes Silva. “É assim que tudo começa”, completou Jone.

A Ampa, organização não governamental, fundada no ano de 2000, com o objetivo de captar recursos para promover ações de proteção e conservação do peixe-boi da Amazônia, também abriga lontras neotropicais, ariranhas, botos vermelhos e tucuxis.

De acordo com o diretor da Ampa, os filhotes órfãos geralmente têm suas mães mortas por caçadores. “Antes da lei de 1967, a carne, o óleo e o couro do peixe-boi eram comercializados legalmente. Hoje em dia os caçadores o pegam somente para comer. Há dois tipos de caçadores, o de subsistência e os que comercializam a carne do animal, que é tida pelo provo como uma iguaria”, disse Fernandes.

Os filhotes chegam à Ampa debilitados pela falta de alimentação correta, no caso, o leite materno. “Fazemos exames, incluímos complexos vitamínicos e isolamos dos demais, aqueles filhotes que chegam enfraquecidos. Após esta primeira etapa de reabilitação, eles são encaminhados a pequenos tanques aquáticos que dividirão com outro filhote de peixe-boi, pelos próximos três anos”, informou o diretor.

Jone Fernandes explica que cada peixe-boi filhote consome, em média, cerca de 4 litros de leite por dia. “O leite que damos aos bebês é reproduzido artificialmente nos laboratórios da Ampa e foi criado a partir do leite materno da nossa ‘mãezona’, a Boo. Ela é a mais velha do parque, com 38 anos, e foi a primeira filhote a chegar aqui, ainda no ano de 1974″.

Quando na fase juvenil e adulta, os mamíferos aquáticos se alimentam essencialmente de frutas e verduras. De acordo com Fernandes, são digeridos cerca de 600kg de frutas, verduras, legumes e capim, todos os dias pelos 50 peixes-bois que habitam as instalações da Ampa, no Inpa.

Para tratar os animais, a Associação conta com a ajuda de seis tratadores e um veterinário, dedicados exclusivamente ao trato dos dóceis peixes-bois. Dispostos em três tanques, com 350 mil litros cada um, os animais são divididos por machos, fêmeas e os filhotes. “Apesar da calma e doçura da espécie, eles podem se mostrar agitados e nervosos na época de reprodução. Devido à ’super população’ que já temos da espécie aqui no Bosque, tivemos de separar os machos das fêmeas”, explicou Fernandes.

Reabilitação – O diretor explicou que os animais resgatados passam por um processo de reabilitação, onde serão preparados para voltar à natureza. A primeira tentativa da associação foi em 2008, quando foram devolvidos dois machos adultos ao habitat natural. “Usamos o sistema de radiotelemetria, que consiste em plugar um transmissor na cauda do animal e acompanhar seu trajeto via radar. Infelizmente, não fomos felizes em nossa primeira tentativa. Um deles morreu encalhado devido à seca dos rios e o radar do outro se soltou e nós perdemos seu sinal”, afirmou o diretor da Ampa.

Para que o mesmo erro não aconteça, novas medidas foram tomadas para garantir a reintrodução segura do animal ao meio natural. “Temos um lago semi natural de 13 hectares para onde os peixes-bois são levados depois do período de reabilitação no Bosque. Desde novembro de 2011 que temos três adultos, dois machos e uma fêmea, em fase de adaptação no lago. Eles passarão de seis meses a um ano, dependendo de seu desenvolvimento, e no futuro tentaremos uma nova reintrodução na natureza”, finalizou Fernandes.

Os tanques dos peixes-bois são abertos à visitação e ficam dentro do Bosque da Ciência, localizado nas mediações do Inpa, na Avenida Otávio Cabral, Bairro Aleixo, Zona Centro-Sul de Manaus. O Bosque da Ciência abre todos os dia durante o mês de janeiro, das 9h às 17h. Crianças de até 10 anos não pagam entrada durante o mês de janeiro, os demais pagam R$ 5,00. Os ingressos são vendidos na entrada do Bosque.

Fonte: Tiago Melo/G1

Comentar?
Vida e Ambiente : Nasce espécie de macaco ameaçado de extinção em zoo de João Pessoa/PB
Enviado por Délcio Rocha em 31/1/2012 16:56:06 (2 leituras)

Um macaco da espécie Cebus flavius, mais conhecido como Macaco -Prego Galego, nasceu na última quarta-feira (25) no Parque Zoobotânico Arruda Câmara, a Bica, em João Pessoa. Atualmente, em todo o mundo existem apenas 8 grupos da espécie e cerca de 150 animais espalhados na natureza, zoológicos e centros de triagem.

O parque atualmente conta com quatro indivíduos da espécie, dois machos e duas fêmeas, todos vindos do Cetro de Triagem de Animais Selvagens (CETAS/IBAMA) na Paraíba, além do filhote que nasceu.

Além dos Macacos-Pregos Galegos, o parque conta com aproximadamente 50 animais ameaçados de extinção, dentre aves, felinos e mamíferos. Os destaques são para as aves conhecidas como Pinta-Silgo e para os Macacos-Pregos Galego. Ao todo, o parque conta com aproximadamente 540 animais.

Fonte: G1

Comentar?
Vida e Ambiente : Após 11 anos, iguanas raras nascem em cativeiro
Enviado por Délcio Rocha em 31/1/2012 16:54:16 (3 leituras)

Depois de 11 anos de espera, dois filhotes das raras iguanas-das-antilhas-menores nasceram em cativeiro na ilha de Jersey, território autônomo britânico, anunciou a ONG Durrell Wildlife Conservation Trust.

A organização também seria a única no mundo a reproduzir com sucesso a espécie iguana-delicatissima, que está ameaçada de extinção em seu habitat, o Caribe, devido a diversos problemas que vão de cruzamentos com a iguana verde, que não é natural do local, à introdução de predadores, além da destruição de seu ambiente.

Apenas alguns poucos zoológicos e parques no mundo têm espécimes das iguanas-das-antilhas-menores.

“Estamos muito felizes com a chegada destes novos filhotes. Eles estão se alimentando e crescendo bem. Vamos continuar a monitorá-los cuidadosamente em nosso departamento de herpetologia [estudo dos répteis e anfíbios]“, disse Mark Brayshaw, chefe da Coleção de Animais na sede da ONG, em Jersey.

A primeira vez que a organização conseguiu reproduzir as iguanas em cativeiro com sucesso foi em 1997.

Em 2000, mais oito iguanas nasceram, mas a partir desse ano todos os ovos colocados pelas iguanas eram não fertilizados.

Finalmente, em setembro de 2011, uma das fêmeas que foi colocada junto a um macho que chegou ao parque em 2003 produziu os dois ovos que deram origem às iguanas que nasceram após um período de incubação de 75 dias.

Os filhotes têm uma cor verde-limão, bem diferente dos adultos da espécie, que ganham um tom mais acinzentando no corpo e bege na cabeça.

“Vamos continuar nossos esforços para reproduzir as iguanas e estamos empolgados com este recente sucesso”, disse Brayshaw.


Fonte: Folha.com

Comentar?
(1) 2 3 4 ... 400 »


 
desenvolvido pela: desenvolTec