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Ambiente em Foco : Índice de qualidade de bacias vai subsidiar políticas públicas
Enviado por Délcio Rocha em 15/8/2007 13:42:25 (528 leituras) Notícias do mesmo autor

A Embrapa Pantanal (Corumbá-MS), está coordenando o workshop “Índice de Qualidade de Bacias Hidrográficas – Ferramenta alternativa para o enquadramento visando manejo integrado e sustentável de recursos hídricos”, realizado de 12 a 16 de agosto no Instituto São Vicente da Universidade Católica Dom Bosco, em Campo Grande (MS).

Segundo a pesquisadora e coordenadora do evento Débora Calheiros, o evento marca a oportunidade de a ciência subsidiar diretamente a gestão de recursos naturais e de políticas públicas. “É uma oportunidade de influenciar a tomada de decisões, um processo importante para a Embrapa”, afirmou a pesquisadora.
Participam do workshop representantes de entidades ligadas ao projeto “Desenvolvimento de indicadores da qualidade das bacias hidrográficas do Tietê/Jacaré (SP) e do rio Miranda (MS) para manutenção da qualidade da água”, financiado pela Finep/CT*-*Hidro.
Calheiros acredita que, ao final deste projeto será possível subsidiar cientificamente o primeiro comitê de bacia do Alto Paraguai, o Comitê da Bacia do Rio Miranda. A bacia do Alto Paraguai engloba o Pantanal e este comitê é o primeiro do Mato Grosso do Sul. O projeto começou em 2005 e está em fase final. “A Embrapa Pantanal é referência em informações sobre o Pantanal e estará contribuindo para a tomada de decisões importantes sobre recursos hídricos”, disse a pesquisadora.
Índice - O índice será uma ferramenta de gestão alternativa ao enquadramento de ecossistemas aquáticos. O objetivo é contribuir cientificamente para o manejo mais eficiente dos recursos hídricos, tendo a avaliação da qualidade da bacia hidrográfica como unidade de enquadramento, e não apenas a qualidade da água.
Débora lembra que, nas três últimas décadas, nas duas bacias, Tietê e Miranda, os impactos antrópicos tornaram-se gradativamente mais expressivos, devido à expansão das atividades agropecuárias, agroindustriais e industriais, em maior ou menor grau.
“Nas duas bacias, os principais impactos estão relacionados ao mau uso do solo, à aplicação indiscriminada de fertilizantes e pesticidas e ao lançamento de efluentes urbanos e industriais, além da presença da espécie exótica "mexilhão dourado", disse a pesquisadora da Embrapa Pantanal, Unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
Na bacia do Tietê/Jacaré há ainda o efeito das barragens e na bacia do rio Miranda o efeito do desmatamento irregular relacionado às carvoarias, aumento da área da monocultura do eucalipto, além do potencial de dispersão do “mexilhão dourado”.
Fonte: Embrapa

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