O explorador submarino Robert Ballard sorri para as telas sobre sua mesa. Uma mostra um barco operado remotamente, outra varre um trecho do fundo do mar nunca antes visto por olhos humanos. É no Mar Negro, não muito longe da Ucrânia, uma região que ficou muito tempo fechada para estrangeiros e que agora revela tesouros de navios bizantinos naufragados há mais de mil anos.
Para Ballard, o arqueólogo, esses navios e seu conteúdo são um deleite. Para Ballard, o explorador, a tecnologia que ele está testando para a Administração Nacional de Oceano e Atmosfera (NOAA) dos EUA também é causa de entusiasmo.
Ballard está testando um sistema que deverá ser usado a bordo do novo navio ad NOAA, o Okeanos Explorer, que deverá ser lançado em 2008 como a primeira embarcação do governo americano dedicada a explorar os rincões desconhecidos do oceano. "Sua missão, literalmente, é ir aonde ninguém jamais esteve, no planeta Terra", disse Ballard.
"Isso significa que a exploração poderá fazer uma descoberta biológica, geológica e, como muitos de nós gostaríamos, arqueológica. Não há como prever o que a descoberta será", afirma ele.
O plano inclui a participação de dezenas a centenas de cientistas, que não terão de deixar suas casas ou universidades. O navio estará em comunicação de alta velocidade com um centro da Universidade de Rhode Island, e de lá, via internet2, a instituições de ensino e pesquisa por todos os EUA.
O centro de Rhode Island operará como o centro espacial da Nasa em Houston, que se mantém em contato constante com os astronautas no espaço.
Fonte: Estadão Online