Um relatório do Instituto Worldwatch divulgado em Amsterdã, na Holanda, defendeu a urgente criaçaõ de reservas marinhas para evitar o desaparecimento de vida nos oceanos. O texto defende que as ameaças incluem pesca excessiva, poluição, mudanças climáticas e caça às baleias.
Segundo o Worldwatch, as reservas devem ser totalmente protegidas da ação do homem. O documento aponta que o estado dos oceanos do mundo é lastimável.
– Os recentes estudos que realizamos mostram, entre outras coisas, que 90% dos peixes predadores do mundo, como tubarões, peixes-espadas e atuns, desapareceram devido à pesca excessiva praticada desde a década de 1950. Isso nos ajudou a expôr ao público o que vem acontecendo nas profundezas dos oceanos, algo pouco divulgado para a maior parte das pessoas – afirmou Paul Johnston, cientista-chefe do Greenpeace.
O relatório menciona ainda a recente ameaça da acidificação dos oceanos e destaca como a corrida dos países por recursos cada vez mais escassos está colocando o ecossistema marinho à beira do colapso. O documento afirma, por exemplo, que 76% dos estoques pesqueiros estão totalmente ou quase esgotados. A estimativa é reconhecida, inclusive, pela Organização para Agricultura e Alimentos das Nações Unidas (FAO).
Segundo o site Greenpeace Brasil, as reservas marinhas por todos os oceanos, podem proteger espécies e habitats vulneráveis, incrementando a pescaria além das fronteiras das reservas, e minimizando os piores impactos das mudanças climáticas.
O relatório foi escrito por um time de especialistas da unidade científica do Greenpeace, localizada na universidade inglesa de Exeter.
Fonte: UOL