Na madrugada de ontem, Jovenir Marcos de Araújo, de 52 anos, foi morto na região metropolitana de Belo Horizonte. Motivo: sofreu ataque de um cão da raça pitbull. Levou mordidas por todo o corpo, foi levado ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos.
Nos últimos meses, circularam pela imprensa brasileira pelo menos vinte notícias como essa. Só variavam os nomes e idades dos mortos – idosos, idosas e crianças. A criação de pit bull é proibida em 48 países, mas os donos destes animais insistem em dizer que tudo depende da maneira como eles são criados. O que esse pessoal não explica é o porquê de pelo menos 99% das ocorrências de ataques de cães em áreas urbanas, seguidos de morte da vítima, terem como atacantes justamente os pitbulls.
De vez em quando sobra para eles – os donos -, como no caso do aposentado Haroldo da Silva, de 76 anos, que morreu em São Paulo ao ser atacado pelo próprio pitbull, quando ia fumar um cigarro no quintal de casa. Mas em geral as vítimas são pessoas que têm o azar de se deparar com um cão destes irresponsavelmente solto, sem focinheira, na rua, num parque ou na praia.
Um dos problemas é a letalidade – digamos assim – da raça. Segundo a Veja informou em matéria sobre o assunto, as mandíbulas desses cãezinhos tão dóceis segundo seus donos são capazes de exercer uma pressão equivalente a 204 quilos. É como encostar uma dentadura afiada na perna e depois empilhar sobre ela o peso equivalente a quatro sacos de cimento.
Por: Mônica Pinto
Fonte: Ecoluna