Donos de circo de todo o mundo e experts no assunto se reuniram na cidade chinesa de Shijiazhuang, onde pediram um melhor trato a leões, elefantes e outras feras que fazem parte dos espetáculos.
A convenção contou com a participação do mexicano Julio Cárdenas, autor de livros sobre a história do circo, que defendeu o direito dos grupos circenses de utilizar animais em seus espetáculos apesar das críticas de alguns grupos ecologistas. "O circo tem o direito histórico de mostrar animais em seus espetáculos. Isso vem acontecendo há 2000 anos", destacou Cárdenas na conferência. Ele ainda ressaltou que o que deve ser feito é melhorar o controle de como os circos tratam os bichos.
O presidente da Academia de Artes Circenses da Rússia, Sergei Makarov, criticou práticas cruéis como arrancar os caninos de algumas feras para que não possam machucar domadores e treinadores e o uso de chicotes sobre o corpo dos animais.
O diretor do Gran Circo de San Petersburgo, Peter Dubinsky, compartilha da mesma opinião e defende uma aproximação humanista do trato de animais de circo, dando espaço suficiente para que os bichos possam descansar e que recebam carinho dos domadores.
Associações ecologistas como a Peta (Sociedade Protetora dos Direitos dos Animais) se mostraram contra o uso de animais em circos do mundo inteiro.
Fonte: Agência EFE