O governo interino da Austrália manifestou, nesta segunda, dia 19, sua frustração pelo início, no fim de semana, da temporada de caça às baleias no Japão.
Em comunicado conjunto assinado pelos titulares de Exteriores, Alexander Downer, e Meio Ambiente, Malcolm Turnbull, a Austrália indicou que o Executivo se opõe a todas as formas de caça de cetáceos, e pediu que as autoridades japonesas reconsiderem sua posição a respeito desta "prática desumana".
Canberra ordenou seu embaixador no Japão, Murray McLean, a apresentar uma queixa formal pela retomada do programa de caça de baleias corcundas no Pacífico Sul, pondo fim de forma unilateral a uma moratória vigente desde 1963.
Junto a isso, o governo aproveitou o comunicado para criticar, faltando cinco dias para as eleições gerais na Austrália, a proposta da oposição trabalhista de utilizar a Marinha para vigiar navios baleeiros japoneses.
A Comissão Baleeira Internacional (CBI) solicitou, em junho, ao Japão que interrompa seu programa de "caça com fins científicos".
A CBI ratificou a moratória vigente desde 1986 contra a caça de baleias com fins comerciais, apesar das pressões japonesas para que se suspenda o veto contra a captura em pequena escala.
A Noruega é o único país do mundo que permite a caça comercial de cetáceos, mas Japão e Islândia caçam mais de duas mil baleias ao ano com fins "científicos", o que, segundo os grupos ambientalistas, é uma forma encoberta de realizar caçadas comerciais.
Fonte: EFE