O imunologista colombiano Manuel Elkin Patarroyo, criador da primeira vacina sintética contra a malária, negou nesta sexta, dia 23, as acusações de maus-tratos e tráfico de macacos do Peru e do Brasil para suas pesquisas na Amazônia.
— Fiquei estupefato com a notícia e com a forma como foi apresentado — disse o cientista em entrevista a uma rádio colombiana. Ele rebateu uma informação publicada quinta, dia 22, pela revista Cambio, que denunciou o suposto tráfico de macacos.
Patarroyo ressaltou que é muito difícil estabelecer se há macacos vindos de outros países entre os 650 que vivem na Fundação Instituto de Imunologia da Colômbia (Fidic), em Leticia, mil quilômetros ao sul de Bogotá. Além disso, ressaltou que como o número de animais é grande, é provável que alguns estejam doentes.
— Estamos a 200 metros da fronteira com o Brasil e o Peru. Assim, é muito difícil não receber em algum momento animais que venham de outros países e que as pessoas acabam dizendo que são colombianos. Além disso, os micos não têm passaporte — explicou o pesquisador colombiano — Cumprimos todas as normas e nunca houve gestão mais limpa das pesquisas — insistiu.
Patarroyo desenvolveu em 1986 com sua equipe a vacina SPf66, que demonstrou uma eficácia próxima a 40% contra a malária. O cientista doou os direitos à Organização Mundial da Saúde (OMS) em 1993 e no ano seguinte ganhou o Prêmio Príncipe de Astúrias.
Fonte: Agência EFE