A espécie que deveria encabeçar a lista das que correm risco de entrar em extinção na Amazônia é o cientista brasileiro. Essa é a tese defendida pelos servidores do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa, Manaus) e do Museu Paraense Emílio Goeldi.
Eles aproveitam a realização esta semana no Congresso Nacional do I Simpósio "A Amazônia e o Desenvolvimento Nacional" para engrossar o Ato Nacional em defesa da carreira de Ciência & Tecnologia e por uma nova tabela salarial, promovido pelas entidades sindicais participantes do Fórum Nacional de C&T.
Nessa semana foi lançada a campanha "Proteja a sócio-diversidade: diga não à extinção do cientista brasileiro na Amazônia", em frente ao Ministério da Ciência e Tecnologia.
Segundo William Gama, presidente da Associação dos Pesquisadores do INPA (ASPI), um cientista no topo da carreira, com 30 anos de pesquisas e pós-doutorado no Exterior, ganha menos que um policial federal em início de carreira. Corretamente, ele pondera que não há como atrair as melhores cabeças para o time do governo com esses salários. O país gasta milhões de dólares para formar seus doutores e eles vão trabalhar em organizações governamentais e não governamentais estrangeiras, pois os salários pagos pelo governo do Brasil não são competitivos.
Os pesquisadores do INPA e Museu Goeldi estão coletando assinaturas para encaminhar um abaixo-assinado ao presidente Lula, reivindicando a implantação de uma nova tabela salarial, bem como a realização dos concursos anteriormente previstos.
Por: Monica Pinto
Fonte: Ecoluna