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Ambiente em Foco : Veterinários tentam salvar caturritas apreendidas no RS
Enviado por Délcio Rocha em 3/12/2007 9:01:24 (1367 leituras) Notícias do mesmo autor

Cerca de 60% das caturritas apreendidas pela Polícia Rodoviária Federal na quarta-feira, dia 28, em Pantano Grande, no Rio Grande do Sul, correm risco de morrer.
Das 450 aves que chegaram ao Hospital de Clínicas Veterinárias da Universidade Federal do Estado (UFRGS) para serem tratadas, 12 já morreram e mais da metade está com a saúde debilitada.


Na sexta-feira, dia 30, os 20 veterinários e estagiários do hospital que estão cuidando dos pássaros precisaram montar um esquema especial de socorro em decorrência do alto número de animais. Apenas 140 caturritas permanecem no hospital: 230, filhotes na maioria, foram encaminhados para uma clínica veterinária de Porto Alegre, e 80 para um zoológico da cidade de Canoas. Na quinta-feira, dia 29, informações equivocadas da Polícia Ambiental davam conta de que mais de 200 caturritas haviam morrido.
Estressados, pássaros estão perdendo as penas
Segundo o médico veterinário Fábio dos Santos Teixeira, as aves chegaram ao hospital veterinário da UFRGS com muita fome. Para alimentá-las, o grupo tem feito pastas de frutas. Algumas aves, com um nível de estresse muito alto, estão perdendo as penas. O veterinário explica que, como elas estavam guardadas em caixas de papelão, não havia higienização adequada. Das 12 mortas, algumas tiveram de ser sacrificadas.
– Pelo menos 50 delas estão com as asas cortadas. As aves ainda não têm condições de se alimentar sozinhas, por isso ainda precisarão de cuidados especiais – afirma Teixeira.
A médica veterinária Gisele Stein, mestranda da UFRGS que está ajudando a cuidar das caturritas, diz que os bichos ficarão, no mínimo, mais 30 dias no hospital antes de serem soltos. Os especialistas não sabem, porém, de que região as aves foram retiradas.
Existe uma controvérsia em relação às caturritas no Rio Grande do Sul. Nos últimos anos, um descontrole populacional das aves resultou em problemas para agricultores que cultivam milho e arroz, por exemplo. Desde o final da década de 90, a caça a esse tipo de pássaro havia sido liberada. A médica veterinária Letícia Kunzler, da clínica veterinária Toca dos Bichos, para onde foram enviadas 230 aves, diz que o animal tem facilidade de procriação, principalmente no período da primavera.

Fonte: Zero Hora

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