A grande quantidade de capivaras no Parque Tingüi, em Curitiba (PR), está preocupando a prefeitura. Segundo reportagem do telejornal ParanáTV, existem atualmente mais de 300 capivaras no parque. O animal pode transmitir doenças e a reprodução foi muito rápida no Parque Tingüi, onde os animais dominam as paisagens, na grama e nos lagos.
A proximidade com os visitantes e com animais domésticos aumenta o risco de transmissão de doenças. Veterinários e biólogos estão pesquisando as capivaras do Parque Tingüi, onde foi montado um laboratório improvisado.
Lá, os animais são medidos e pesados. Os pesquisadores verificam se há algo escondido entre os pêlos, como carrapatos, que podem transmitir doenças. Todos os dados são anotados e uma amostra de sangue é retirada do animal. Um aparelho de ultra-sonografia também é utilizado em outro tipo de exame.
Após a realização de todos os exames, o animal recebe uma identificação na orelha para poder ser monitorado no futuro. Com o resultado do trabalho dos pesquisadores, a idéia é conseguir junto ao Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) a autorização para redistribuir as capivaras pelos parques de Curitiba, para que a população não cresça de forma exagerada em apenas uma região.
“O objetivo desse trabalho é fazer uma avaliação sanitária das capivaras para um futuro plano de manejo junto ao Ibama, para o controle dessa população que existe no Parque Tingüi”, afirmou a bióloga Márcia Arzua.
Fonte: Gazeta do Povo/PR