O apoio à pesca de peixes ornamentais no Amazonas está garantido pelo governo federal para este ano, informou o ministro da Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca, Altemir Gregolin.
No último sábado, dia 26, durante o Festival de Peixes Ornamentais – um dos mais importantes do setor –, o ministro informou que o governo pretende implementar o Programa Nacional de Apoio ao Desenvolvimento da Aqüicultura Ornamental. A medida, explicou, atende à necessidade de ordenamento e de desenvolvimento da atividade no país.
Entre as ações planejadas para a pesca e cultivo de peixes ornamentais está a melhoria da infra-estrutura de produção e a necessidade de alfabetização e capacitação dos pescadores. Segundo Gregolin, em até 80 dias os projetos técnicos devem ser avaliados para que os recursos comecem a ser liberados ainda este ano.
– A idéia é melhorar o processo de captura e comercialização desses peixes. As propostas estão sendo consolidadas para que possamos implementar esse plano. Para isso, vamos apoiar a organização e a capacitação dos pescadores, com investimentos em infra-estrutura e até mesmo com a revisão da lista de captura – disse o ministro, ao lembrar que espécies como a arraia e o aruanã, têm a captura proibida no Brasil e liberada em países vizinhos, como a Colômbia.
Para o ministro, o Amazonas é um Estado prioritário diante da importância da pesca para a região. Só no município de Barcelos, a previsão de investimentos federais é de mais de R$ 1 milhão. Em Manaus, estão sendo investidos R$ 13 milhões para construção do terminal pesqueiro.
– Também estamos investindo na construção de 14 instalações de comercialização de alevinos no interior, para permitir a reprodução cultivada de peixes no Estado, que tem um grande potencial em função dos recursos hidrológicos, de espécies nobres e do clima – afirmou Gregolin.
Ele destacou ainda a possibilidade de criação de um selo identificador dos peixes ornamentais provenientes do Amazonas, o que poderá contribuir para a valorização comercial do produto no mercado exterior.
– Se conseguirmos ter um selo que identifique esses peixes como originários da Amazônia, isso seguramente vai melhorar os valores de comercialização desses peixes, sobretudo nos processos de exportação – afirmou.
No Estado, a pesca de peixes ornamentais é fonte de renda para cerca de 10 mil trabalhadores. Barcelos é o maior pólo de captura desse tipo de peixe do país. Entre os principais problemas, estão a criminalização da atividade, a exportação irregular e a pesca predatória. Dados da Secretaria apontam que o país está entre os mais importantes fornecedores de espécies do clima tropical e sua maior produção é proveniente de capturas.
Atualmente, os peixes de captura são os mais exportados, enquanto os de cultivo são mais presentes no mercado interno. A legislação brasileira permite o extrativismo para fins ornamentais de 172 espécies de águas continentais e 135 marinhas.
Cingapura, República Tcheca e Estados Unidos são os maiores fornecedores de peixes ornamentais do mundo. Na América do Sul, que representa em torno de 6% do total exportado mundialmente, os países mais representativos são a Colômbia, o Brasil e o Peru, que juntos exportam 96% dos peixes ornamentais do continente. O Brasil é o segundo maior exportador da América do Sul, e o décimo-sétimo no mundo – em 2005 vendeu mais de US$ 4 milhões.
Fonte: Agência Brasil