Neste domingo, o primeiro Parque Nacional Marinho do Brasil, o dos Abrolhos, na Bahia, completou 25 anos de criação, assegurando, em seus 88.250 hectares, a proteção da maior biodiversidade marinha no Atlântico Sul, incluindo o maior banco de corais e algumas das principais áreas-berçário das baleias jubarte, que se dirigem para lá para procriar. É também a única região do planeta onde é possível encontrar o coral Mussismilia braziliensis, conhecido como coral-cérebro por seu aspecto peculiar.
Em um levantamento da biodiversidade do Banco dos Abrolhos, publicado em 2006 pela ONG Conservação Internacional, foram registradas aproximadamente 1.300 espécies na região; 45 delas consideradas ameaçadas, segundo listas da IUCN e do Ibama.
Um dos "presentes de aniversário" mais aguardados pelos defensores do Parque é o resgate da sua Zona de Amortecimento (ZA), criada em maio de 2006 e suspensa pela Justiça em junho do ano passado, “deixando o entorno do Parque vulnerável a atividades potencialmente impactantes”. A decisão judicial não questionou os estudos técnicos que subsidiam a ZA; concluiu apenas que o instrumento legal que criou a zona – Portaria do Ibama – é inadequado.
Além da importância ecológica, Abrolhos é também um filé para o ecoturismo. Segundo dados do Prodetur, a atividade representa 20% do PIB dos municípios da Costa das Baleias, zona turística correspondente ao litoral do extremo sul da Bahia. Em 2000, gerou uma receita de R$ 65,3 milhões para os municípios da região, com uma renda estimada de R$ 10 milhões para a população residente. O Parque dos Abrolhos é, notoriamente, um dos melhores pontos de mergulho no mundo.
Fonte: Ecoluna