Em um esforço para salvar um dos animais que mais correm perigo de extinção, o rinoceronte branco do norte, cientistas britânicos querem recorrer a técnicas de clonagem.
Especialistas da Royal Zoological Society e da Universidade de Edimburgo querem preservar os genes de um rinoceronte em cativeiro utilizando uma técnica que mistura suas células da pele com embriões de um animal de uma subespécie muito próxima, o rinoceronte branco do sul, dos quais restam mais de 11 mil exemplares, principalmente na África do Sul.
Os cientistas confiam que algumas dessas células irão produzir o esperma e os óvulos do rinoceronte branco do norte, informou nesta sexta-feira o jornal "The Independent".
Se a experiência der resultado, os biólogos confiam em utilizar a mesma técnica para salvar outras espécies cujas populações foram reduzidas por causa da caça e da perda gradual de seus habitats.
Pioneiro
Segundo Ian Wilmut, o diretor da equipe que clonou a ovelha Dolly e que faz parte do projeto de pesquisa, a nova técnica é mais promissora e prática que o método que ele utilizou em seu trabalho pioneiro, há mais de dez anos.
O professor Robert Millar, diretor da Unidade de Ciências Reprodutivas do Conselho de Pesquisas Médicas da Universidade de Edimburgo, que dirige o estudo, disse que "há muitos animais africanos em perigo de extinção".
"Queremos proteger seus genomas, mas é preciso proteger também seus habitats", explica.
A equipe vai colaborar estreitamente com o zoológico de Edimburgo para desenvolver técnicas que possam ser usadas na conservação de espécies ameaçadas, como o cão selvagem africano, o lobo da Etiópia e o hipopótamo-pigmeu. Fonte: EFE