Cinco das doze baleias-piloto (Globicephala macrorhynchus) encalhadas no sábado (17) nas praias da Ilha Isabela, no arquipélago equatoriano de Galápagos, foram salvas neste domingo (18), e conduzidas a mar aberto.
Rosa León, porta-voz do Parque Nacional Galápagos, disse à Efe que as cinco baleias resgatadas foram transportadas da praia para "cerca de três milhas náuticas (5,5 quilômetros) mar adentro".
León explicou que no sábado à tarde moradores de Puerto Villamil, capital da Ilha Isabela, alertaram sobre a presença das baleias encalhadas na praia, e imediatamente se iniciou o trabalho de resgate.
Segundo o relatório do parque nacional, quinze baleias tinham encalhado na praia, mas os próprios moradores conseguiram salvar três delas.
Embora depois a operação tenha se estendido às outras baleias, algumas delas voltaram à praia para acompanhar o líder do grupo que, segundo se suspeita, teria perdido a orientação e guiado até a praia de Puerto Villamil.
León ressaltou que as cinco baleias foram salvas em uma segunda tentativa, pois "primeiro elas foram levadas a uma milha mar adentro, mas voltaram à praia".
"Na segunda tentativa, elas foram levadas a três milhas, e parece que já conseguirem se orientar e tomaram a direção correta".
Outra das hipóteses cogitadas pelos especialistas é que uma das baleias perdeu o rumo, possivelmente por estar com parasitas em um ouvido, e foi seguida pelos demais, já que este tipo de mamíferos marítimos vive em bandos.
O Parque Nacional Galápagos lembrou que em 1995, também na Ilha Isabela, 24 baleias encalharam e nenhuma sobreviveu.
As Ilhas Galápagos, declaradas Patrimônio da Humanidade pela Uesco - Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, estão situadas cerca de mil quilômetros a oeste do litoral continental do Equador.
O arquipélago abrange uma superfície de 40 mil quilômetros quadrados, onde habitam espécies naturais de flora e fauna, marinhas e terrestres, muitas delas únicas no mundo.
Fonte: Efe/ Estadão Online