A expectativa para 2007 é que mais de 100 mil filhotes de quelônios (tracajá – Podocnemins unifilis, tartaruga – Podocnemis expansa, pitiú ou iaçá – Podocnemis sextuberculata e calalumã ou irapuca – Podocnemis erytrocephala) sejam devolvidos para a natureza nos meses de março, abril e maio, nos municípios de Oriximiná, Terra Santa e Juruti, no estado do Pará, e Parintins, Barreirinha e Nhamundá, no Amazonas. Esse resultado é fruto do trabalho do Projeto Pé-de-Pincha que envolve diretamente mais de quatro mil pessoas, em 78 comunidades desses municípios com o apoio de pesquisadores da Universidade Federal do Amazonas – Ufam - e, desde 2004, do ProVárzea/Ibama.
A expectativa para 2007 é que mais de 100 mil filhotes de quelônios (tracajá – Podocnemins unifilis, tartaruga – Podocnemis expansa, pitiú ou iaçá – Podocnemis sextuberculata e calalumã ou irapuca – Podocnemis erytrocephala) sejam devolvidos para a natureza nos meses de março, abril e maio, nos municípios de Oriximiná, Terra Santa e Juruti, no estado do Pará, e Parintins, Barreirinha e Nhamundá, no Amazonas. Esse resultado é fruto do trabalho do Projeto Pé-de-Pincha que envolve diretamente mais de quatro mil pessoas, em 78 comunidades desses municípios com o apoio de pesquisadores da Universidade Federal do Amazonas – Ufam - e, desde 2004, do ProVárzea/Ibama.
A soltura dos quelônios geralmente é um momento de festa na comunidade, mas todo o trabalho de manejo começa bem antes, com a capacitação das comunidades para identificação e proteção dos locais de desova; coleta e transporte dos ovos dos ninhos para locais mais seguros; acompanhamento dos ovos até o nascimento dos filhotes; cuidados com os filhotes, que culminam com a soltura dos novos quelônios. Do nascimento até a soltura são três meses para que o animal esteja melhor preparado para enfrentar os desafios da natureza. O Agente Ambiental Voluntário – AAV da comunidade de Vila Nova, em Parintins, Humberto Teixeira Marinho, conta que desde o ano de 2000 faz o manejo de quelônios. “Também fazemos o manejo dos lagos. É um trabalho voluntário, mas a gente se sente feliz por poder estar ajudando a natureza”, orgulha-se.
Desde 1999, quando iniciou o Projeto Pé-de-Pincha, em Terra Santa/PA, cerca de 55 535 mil quelônios foram devolvidos à natureza. O coordenador do Pé-de-Pincha, Paulo Andrade, escl arece que anteriormente apenas 1,5% dos filhotes tinham chance de chegar à vida adulta. Com o manejo dos quelônios e o investimento em educação ambiental, essa porcentagem subiu para 19%. “A população de quelônios tem aumentado e os filhotes dos primeiros anos já estão voltando para desovar”, conta.
Tradicionalmente na região amazônica os quelônios são de grande valor para os moradores da várzea: sua carne e seus ovos fazem parte da alimentação das famílias. Esse hábito somado aos predadores naturais, ao desmatamento de áreas onde existem espécies usadas na alimentação dos quelônios e ao aumento da demanda tanto para consumo quanto para venda, tornou-se uma ameaça para os quelônios. Paulo Andrade conta que desde o início da atuação do Pé-de-Pincha já se percebe uma mudança na consciência ecológica dos comunitários. “Nem todos participam, mas de forma geral a aceitação do Projeto é grande”, afirma exemplificando que o maior indicador da aceitação das comunidades é que ano a ano mais comunidades solicitam adesão ao Projeto. “Começamos com sete comunidades, hoje são 78”, contabiliza.
Além do manejo dos quelônios, o Pé-de-Pincha atua para diversificar a fonte de renda para essas comunidades. No ano passado, por exemplo, duzentos multiplicadores receberam treinamentos sobre educação ambiental, meliponicultura, ecoturismo e tecnologia do pescado. “Eles atuarão como fomentadores para que as comunidades consigam inserir essas atividades em sua rotina”, afirma.Fonte: Assessoria de Comunicação - ProVárzea/Ibama/AM