O Instituto de Conservação da Natureza (ICN) alerta para o facto de quase metade das espécies de vertebrados em Portugal estarem em risco, em especial devido à destruição dos seus habitats.
No «Livro Vermelho sobre os Vertebrados», que é publicado ainda esta quarta-feira, o instituto recorda que a construção de casas, estradas e barragens bem como os incêndios florestais estão a destruir os locais em que estes vertebrados vivem.
Os novos métodos de agricultura, a perseguição de humanos a estes animais, as doenças e o aparecimento de espécie exóticas estão também a contribuir para pôr em risco a existência de 40 por cento das espécies de vertebrados.
Os peixes são o tipo de vertebrado mais ameaçado em Portugal com 69 por cento a correrem risco, nomeadamente o saramugo, que quase desapareceu da bacia do Guadiana.
No que toca a aves e répteis, mais de 30 por cento encontram-se já em fase de pré-extinção como o abutre-preto e da víbora de Seoane, ao passo que 26 por cento dos mamíferos e 19 por cento dos anfíbios estão também em perigo.
Segundo os especialistas envolvidos neste estudo, não há risco para 46 por cento das espécies estudadas, ao passo que sobre outros 12 por cento não pôde ser feita qualquer análise por falta de dados.
Na realização deste documento estiveram envolvidos 180 especialistas que estudou o estatuto de conservação de 512 espécies de vertebrados do Continente e ilhas nos últimos cinco anos.
Fonte da notícia: TSF