Os servidores do Ibama - Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis do Amazonas recuaram e decidiram encerrar a greve iniciada na segunda-feira (14). Segundo o comando de greve local, a categoria resolveu entrar em estado de greve até segunda-feira (21), quando realiza nova assembléia para avaliar os rumos do movimento.
Os servidores do Ibama - Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis do Amazonas recuaram e decidiram encerrar a greve iniciada na segunda-feira (14). Segundo o comando de greve local, a categoria resolveu entrar em estado de greve até segunda-feira (21), quando realiza nova assembléia para avaliar os rumos do movimento.
Marcelo Dutra, do comando de greve dos servidores do Ibama do Amazonas, disse que a nova assembléia deve votar o início de uma nova paralisação, mas com objetivo diferenciado desta primeira. A greve desta semana é um protesto contra a divisão das atividades do Ibama com o recém-criado Instituto Chico Mendes.
Dutra disse que a nova paralisação deve reivindicar correções salariais para os servidores do Ibama, além de protestar contra o suposto desmonte do órgão.
Ele admite que a liminar obtida pelo governo no início da semana pressionou o encerramento da greve. Pela liminar, 50% dos trabalhadores têm de retornar ao trabalho sob pena de pagamento de multa diária de R$ 5.000.
"A greve (iniciada na segunda-feira) é política, não reivindicava salários. Qualquer juiz pode decretar a ilegalidade e abusividade da greve. Não é uma greve contra o patrão", disse ele.
Dutra acredita que a decisão dos servidores do Ibama posse influenciar os trabalhadores do restante do país.
O presidente da Asibama-Nacional - Associação Nacional dos Servidores do Ibama, Jonas Corrêa, disse desconhecer a desmobilização da categoria no Amazonas. "Pelo que sei, todos os Estados e Distrito Federal, com exceção da Paraíba, estão mobilizados."
Corrêa afirmou que o Asibama decidiu não recorrer da liminar na Justiça. "Não vamos recorrer, pois a Justiça não considerou nossa greve ilegal nem abusiva", disse.
Hoje, representantes do Asibama-Nacional e de vários Estados estão no Congresso para pressionar os parlamentares a alterarem a MP (medida provisória) 366, que criou o Instituto Chico Mendes.
Fonte: Folha Online