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Ciência e Tecnologia : Espécies marinhas sugerem que Antártida seja ´berço da vida´
Enviado por Délcio Rocha em 17/5/2007 9:09:53 (1640 leituras) Notícias do mesmo autor

Esponjas carnívoras, 585 novas espécies de crustáceos e centenas de novos invertebrados foram descobertos nas águas escuras em torno da Antártida, o que sugere que essas profundezas podem ter sido a origem de boa parte da vida marinha, disseram pesquisadores europeus nesta quarta-feira (16).

A equipe, que coletou amostras a até 6.348 metros de profundidade, encontrou uma diversidade inesperada de vida animal. Muitos animais pertencem a espécies presentes no mundo todo, inclusive no Ártico, e outras parecem ser exclusivas das mais profundas águas antárticas, afirmaram os pesquisadores na revista Nature.

As espécies exclusivas do local tendem a ser do tipo que não se dissemina com facilidade, o que indica que os oceanos profundos e gelados do sul do planeta podem ter sido a fonte de muitos tipos de vida marinha, concluíram os cientistas.

"O mar profundo da Antártida tem o potencial de ter sido o berço da vida das espécies marinhas globais. Os resultados de nossa pesquisa põem em dúvida as sugestões de que a diversidade dos mares profundos no Oceano Sul seja pequena", disse Angelika Brandt, do Instituto Zoológico e do Museu Zoológico da Universidade de Hamburgo, na Alemanha.

"Temos agora uma melhor compreensão da evolução das espécies marinhas e de como elas podem se adaptar às mudanças no clima e nos ambientes", disse Brandt, que liderou a expedição.

Entre as novas criaturas documentadas estão uma esponja carnívora em forma de abóbora chamada Chondrocladia, vermes que nadam e 674 espécies de isópodes, uma ordem de crustáceos que inclui o animal conhecido como piolho de peixe. Dos isópodes, 585 espécies jamais tinham sido observadas antes.

As amostras foram coletadas entre 2002 e 2005 no Mar de Weddell e nas áreas adjacentes. "O que era visto como um abismo sem graça na verdade é um ambiente dinâmico, variável e biologicamente rico", disse Katrin Linse, bióloga marinha da Pesquisa Antártica Britânica.


Fonte: Reuters/ Estadão Online

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