Um grupo internacional de cientistas anunciou nesta quinta-feira (17), ter decodificado o genoma do mosquito transmissor da dengue e da febre amarela, doenças que matam cerca de 30 mil pessoas por ano na América do Sul e na África.
A descoberta oferece novas alternativas para ajudar a controlar a disseminação destas doenças, disseram à Efe os pesquisadores Horácio Naveira e Javier Costas, que participaram do estudo que decifrou as seqüências genéticas do mosquito Aedes aegypti. Os resultados da pesquisa foram publicados na edição mais recente da revista Science.
O doutor Naveira disse que a dengue é uma doença comum na América do Sul, Sudeste Asiático, Índia, e África, com 50 milhões de casos ao ano. Cerca de 500 mil pessoas apresentam o tipo mais grave transmitido pelo mosquito, a dengue hemorrágica. A única forma de prevenir a doença é controlando a reprodução do vetor.
"A importância da decodificação do genoma do mosquito Aedes aegypti está no papel fundamental da espécie como transmissora dos vírus causadores da dengue e febre amarela", disse o cientista.
"Os genes que formam (o genoma) poderão ser identificados e será possível atribuir a eles uma função concreta. Se pudermos identificar os genes envolvidos na transmissão do patógeno que causa uma doença, podemos enfrentá-lo com mais eficácia, por exemplo, tentando aumentar, nas povoações, o número de mosquitos com determinadas variações genéticas", concluiu.
Fonte: Efe/ Estadão Online