Marina Silva negou que tenha recebido posição contrária dos parlamentares
A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, negou que tenha recebido uma posição dos parlamentares contrária à medida provisória que divide a estrutura do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) em duas partes. Em entrevista ao programa Gaúcha Atualidade na manhã desta quinta, Marina disse que muitos deputados criticaram o instrumento medida provisória, preferiam que fosse um projeto de lei, mas vão aprovar o mérito da ação. Segundo ela, o tempo de tramitação de uma nova lei seria muito longo.
Em relação à greve e insatisfação geral dos funcionários do instituto, a ministra considera "natural os servidores se sentirem inseguros", e que "está à disposição para o diálogo". Conta que já teve duas reuniões com representantes dos trabalhadores.
Já que 50% do instituto deverá permanecer em funcionamento, como acontece no Rio Grande do Sul, Marina diz que "não haverá necessidade de qualquer tipo de enfrentamento entre servidores e gestores", dando a entender que os grevistas não terão o ponto cortado, como havia sinalizado o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A ministra entende que a reforma estrutural no Ibama resultará numa relação mais pró-ativa, inclusive na questão dos combustíveis renováveis.
– É uma reestruturação ampla para atendermos às necessidades do país nos próximos 10 a 15 anos, da mesma forma que o Ibama supriu até agora, nestes 19 anos da sua criação. E desde que foi criado, já tivemos alguns filhos, como o Jardim Botânico, a Agência Nacional de Águas, o Serviço Florestal Brasileiro, e agora o Instituto Chico Mendes.
Marina relata que tem havido mudanças também no ministério.
– Foi criada a Secretaria Nacional de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental, a Secretaria de Desenvolvimento Rural Sustentável e Extrativismo, e Cidadania Ambiental e Relações Institucionais. Uma coisa interessante é o crescimento das estruturas que viabilizam a gestão ambiental do país, até porque o país tem excelente legislação, mas ainda há um déficit na implementação – afirma.
Fonte: Clicrbs