Animais estão diante do Portão de Brandeburgo. A organização ambientalista Greenpeace expôs hoje os corpos de 17 cetáceos, entre golfinhos e baleias, diante do Portão de Brandeburgo em Berlim, na Alemanha, para pedir proteção a estes mamíferos e que seja mantida a moratória para a caça comercial destes animais.
A bióloga marinha e membro do Greenpeace Stefanie Werner disse que o protesto tem como objetivo conscientizar a Alemanha, como presidente temporária da União Européia (UE), sobre os perigos que cercam os cetáceos.
A manifestação ocorre às vésperas de um encontro da Comissão Baleeira Internacional, que será realizado no Alasca (Estados Unidos) de 28 a 31 de maio.
Werner exigiu que países como Japão, Islândia e Noruega sejam impedidos de pôr fim à moratória para a caça comercial de baleias de grande porte e que seja proibida completamente a pesca de arrasto, que, segundo ela, mata cerca de 300 mil cetáceos ao ano.
A exposição macabra é formada por corpos recolhidos entre março e abril no litoral atlântico francês, na costa do norte da Alemanha e no Canal da Mancha.
Segundo a bióloga, os 17 cetáceos representam os que morrem no mundo a cada meia hora, que vão desde golfinhos comuns a baleotes de entre um e dois metros de comprimento.
Werner disse que a maioria dos animais morre ao ficar presa em redes de arrasto ou atingidos por navios, mas afirmou que é impossível calcular quantos são mortos pela poluição, pelos radares marítimos e pela mudança climática.
– Estes animais não têm tempo a perder com longas negociações. Precisam de proteção agora – afirmou a bióloga, que considera "inconcebível" que países ainda queiram caçá-los com fins comerciais.
O responsável do Greenpeace pediu a reforma da Comissão Baleeira Internacional para que funcione como um "instrumento para a proteção dos cetáceos" e a criação de reservas marinhas que abranjam pelo menos 40% da superfície dos oceanos, onde não seja permitida nem a pesca nem a caça de baleias.
Além disso, Werner reivindicou que a União Européia estabeleça linhas de atuação conjuntas e de cumprimento obrigatório para a proteção dos cetáceos.
Fonte: AGÊNCIA EFE