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Ciência e Tecnologia : Tubarões podem ser nova arma no combate ao câncer
Enviado por Délcio Rocha em 18/6/2007 8:32:12 (1001 leituras) Notícias do mesmo autor

Mais conhecidos por seu poder mortal, os tubarões podem acabar salvando vidas, através de novas técnicas que usam o sistema imunológico dos predadores para criar medicamentos de combate ao câncer.

A novidade está sendo desenvolvida pela universidade de Aberdeen, na Escócia, com o apoio da empresa de biotecnologia escocesa Haptogen, que surgiu na própria instituição em 2002, e pode começar a ser testada em pessoas nos próximos quatro anos.

Os tubarões - criaturas que já viviam nos oceanos à época dos dinossauros - têm, talvez por isso mesmo, um dos sistemas imunológicos mais poderosos do Reino Animal.

Os anticorpos dos tubarões são também os menores entre os animais - dez vezes menores que os humanos - e os cientistas acreditam que essa característica seja responsável pela eficácia no combate a infecções e vírus.

Nova geração de drogas - "O tamanho reduzido e a robustez dos anticorpos de tubarões, combinados com a poderosa nova tecnologia de análise de drogas da Haptogen, vão produzir uma nova geração de drogas que visa a tratar algumas das doenças mais mortais e da sociedade, como o câncer e doenças infecciosas", disse o professor Andy Porter, diretor de Biotecnologia na universidade de Aberdeen.

A parceria entre a universidade e a Haptogen prevê a criação de uma gigantesca "biblioteca" de anticorpos de tubarão, formada a partir de amostras de sangue colhidas de alguns tubarões vivos.

A partir daí, os médicos serão capazes de descobrir que anticorpos são mais indicados para combater cada tipo de doença, o que por sua vez deve levar ao desenvolvimento de medicamentos mais eficientes.

Os cientistas esperam que drogas produzidas a partir dos anticorpos de tubarão possam combater doenças hoje consideradas de difícil tratamento, como aquelas no cérebro e tumores sólidos.

A técnica também pode levar a novas formas de aplicação de drogas biológicas, tradicionalmente administradas por injeções.

Fonte: Estadão Online

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