Uma professora e um grupo de 60 crianças descobriram um cemitério de baleias do período Terciário, de cinco a dois milhões de anos atrás, na região de Valparaíso.
Os estudantes, integrantes do programa Clube Explora da Comissão Nacional de Ciência e Tecnologia, encontraram uma costela de quase dois metros de largura, uma vértebra lombar e uma enorme mandíbula, entre outras dezenas de fragmentos.
A descoberta paleontológica ocorreu em um sítio localizado a seis quilômetros do mar, em uma região de cinco hectares, no setor Los Maitenes, da comuna de Puchuncaví, 200 quilômetros a norte de Santiago.
O grupo era liderado pela professora de Biologia, María Verônica Andrade, que revelou que antes o mesmo grupo havia descoberto um sítio paleontológico de oito a 10 milhões de anos - correspondente ao período Mioceno, 24 a cinco milhões de anos atrás - na região de Horcón, com restos fragmentados de baleias mais pequenas.
"É um marco histórico que os alunos estão ajudando a resgatar e conservar. Estamos retirando os ossos que podem ser resgatados e os levamos ao laboratório onde as crianças fazem os trabalhos de conservação", afirmou María."Ao tirá-los do lugar, depois de cinco milhões de anos, (os ossos) começam a rachar. As crianças reconstituem todo o material e o fortalecem com resinas", acrescentou a professora.
Hernán Vergara, geólogo marinho da Universidade de Valparaíso, disse que a descoberta de Puchuncaví corresponde ao maior sítio paleontológico de baleias já encontrado no Chile.
María afirmou que com os ossos pretende criar um museu de história natural no balneário de Concón, ou montar um museu no próprio local onde foi feita a descoberta.
Fonte: Ansa