Um pingüim foi encontrado na segunda-feira (18) em Ubatuba (litoral norte de São Paulo), mesmo dia em que apareceu na costa da cidade um elefante marinho, que não foi mais visto deste a terça-feira (19).
Debilitado e doente, o pingüim de Magalhães está em tratamento no Aquário de Ubatuba, que desde 2000 já cuidou de ao menos 200 pingüins que aparecem nas areias das praias da cidade.
De acordo com os profissionais do aquário, os pingüins - que vem na maioria das ilhas Malvinas - aparecem na cidade porque todos os anos, no inverno, eles migram para o norte para fugirem do frio.
Neste processo de fuga, há uma seleção natural entre as aves e alguns deles são "escolhidos" para morrerem e, assim, eles se perdem do restante do bando.
Com isso, os animais nadam muito e chegam à praia muito fracos, magros, com verminoses e com hipotermia (diminuição excessiva de calor do corpo).
"Ao contrário do que se pensa, não se deve colocar um pingüim encontrado na praia em uma caixa com gelo, com alguns fazem. O ideal é aquecê-lo e, no caso de Ubatuba, trazer ao aquário", disse a veterinária Paula Baldassin.
Segundo ela, geralmente leva um mês para as aves se recuperarem. Após a recuperação, o Ibama - Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis decide o destino do animal.
Elefante marinho - Também na segunda-feira, um elefante-marinho apareceu nas águas da costa de Ubatuba. Em agosto de 2006 um elefante-marinho - mamífero que habita o continente Antártico e o sul da Argentina - também apareceu na cidade.
Ele foi monitorado pelo Instituto Argonauta para a Conservação Marinha e por profissionais do Aquário de Ubatuba. Segundo os profissionais, o animal pode ter procurado as águas da costa paulista para a troca de pêlos.
O animal - um macho que mede cinco metros de comprimento e pesa cerca de 3 toneladas - estava sendo monitorado pelos profissionais do aquário, mas desde a terça-feira ele não foi mais visto nas águas da cidade.
Fonte: Folha Online